Shabat

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SHABAT – A COROA DA CRIAÇÃO

O Livro de Bereshit (Gênesis) menciona o período de sete dias falando do sétimo (número sagrado). O número sete comanda não só a organização do relato em sete dias como também inúmeros detalhes do texto: “Havendo Elohim acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou nesse dia de toda obra que tinha feito. E abençoou Elohim o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a obra de criação que fizera”. (Gênesis 2:2-3)

O Zayin (ז) é a sétima letra do alfabeto hebraico e sua representação faz-se na forma de espada, de coroa e de cetro. Vejamos o significado dessas representações:

O Zayin no formato de espada: O topo representa o punho e a perna, a lâmina.

No formato de coroa e cetro: A coroa e a espada do Shabat lembram que somente Elohim é o nosso mestre.

O valor numérico do Zayin é sete. O número sete representa o sétimo dia da semana, o Shabat, o dia em que IHVH (Adonai) descansou. Mas o que isso significa? Se Elohim é infinito, por que precisou descansar? É fato que o corpo físico de um ser humano (mortal), após seis dias de duro trabalho, encontra-se cansado e, portanto, precisa de uma pausa. Mas, por que Elohim precisa de descanso? A resposta é que o descanso não é para Elohim, mas para nós.

Na tradição rabínica encontramos inúmeros textos que exprimem o seguinte: O Shabat vos é dado; e não vós que sois dados ao Shabat.

“Guardai o Shabat, sim, ele é consagrado para vós…” (Êxodo 31:14a) “Yeshua lhes diz: o Shabat é feito para o homem e não o homem para o Shabat. Assim o Filho do Homem é Adôn até do Shabat”. (Marcos 2:27-28)

Como trabalhamos seis dias por semana e parecemos ser os donos do nosso destino, podemos facilmente acreditar que também temos o poder de determinar o nosso caminhar. No entanto, ao consultar e estudar a Bíblia Sagrada, aprendemos com o profeta Jeremias que, ao contrário do que pensamos, não somos donos do nosso destino e nem tão pouco do nosso caminhar. “Eu sei, ó Eterno, que não é do homem o seu caminho, nem é do homem que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10:23). Portanto, Elohim nos ensina que no sétimo dia devemos parar, devemos examinar o mundo ao redor e entender que tudo vem D’Ele. O Sábado (Shabat) é dia de nos concentrarmos no Criador do Universo. Assim, o Shabat, a Coroa da Criação, é também o dia que abençoa e sustenta a semana seguinte. Tudo o que Elohim fez, Ele avaliou como bom. Entretanto, somente o Sábado Ele santificou: “E abençoou Elohim ao dia sétimo, e santificou-o…” (Gênesis 2:3a).

Quando cumprirmos a ordenança de observar o Shabat, nos enquadraremos no processo de santidade, pois o Shabat é um sinal de que pertencemos a Ele e que por Ele somos santificados. “Entre Mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre, pois em seis dias fez o Eterno o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou e tomou alento”. (Êxodo 31:17) – “Também lhes dei os meus Shabatot para lhe servirem de sinal entre Mim e eles; para que soubessem que Eu Sou o Eterno que os santifica”. (Ezequiel 20:12) – “Santificai os meus Shabatot, e servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Eterno vosso Elohim”. (Ezequiel 20:20) – “Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Eterno”. (Hebreus 12:14)

O Shabat representa o Sétimo Milênio, um dia de repouso e tranquilidade para toda eternidade. Quando na tarde da sexta-feira estamos “quase” no Shabat, estamos vivendo “quase” no Sétimo Milênio, O Shabat Eterno, o dia da eterna tranquilidade. Quando começamos a nos preparar realmente para Shabat, na verdade estamos nos preparando para a vinda do Rei Mashiach. A preparação para essa era não é algo que podemos deixar para o último minuto. É algo que devemos construir com intenção e júbilo. “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco eram insensatas e cinco prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas, as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mateus 25:1-6). Devemos estar sempre prontos, qualquer que seja a duração da espera. A fé nos move a continuar esperar o Mashiach, não importando o tempo da sua demora. Sendo o Shabat um sinal distintivo da Aliança Mosaica (A Coroa da Criação), deve ser observado por ser de Direito Divino.

No capítulo doze do Livro de Mateus, Yeshua é criticado pelos fariseus por deixar seus discípulos colherem espigas, em Shabat, para assim saciar a fome. “Naquele tempo passou Yeshua pelas searas, em dia de sábado. Seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comer. Quando os fariseus viram isto, lhe disseram: Olha! Os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer no sábado. Ele, porém lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Elohim, e comeu os pães da preposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não lestes na Torah que, no sábado, os sacerdotes no templo violam o dia, e ficam sem culpa? Eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Pois o Filho do Homem é Senhor do Sábado” (Mateus 12:1-8).  Yeshua responde aos fariseus apoiado na autoridade das Escrituras Sagradas.

A Torah prescreve um sacrifício obrigatório próprio para Shabat: “Porém no dia de Sábado oferecereis dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de cereais, com a sua libação. É o holocausto de todos os Sábados, além do holocausto contínuo, e sua libação”. (Números 28:9-10)

Suas provas se fundamentam em fatos, pois a fome é uma necessidade básica e precisa ser suprida: “Quando entrares na seara do teu próximo, com a tua mão poderás colher espigas, mas não poderás meter a foice na seara do teu próximo”. (Deuteronômio 23:25)

“Então veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque. Aimeleque, tremendo, saiu ao encontro de Davi, e perguntou-lhe: Por que vens só, e ninguém contigo? Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei me encomendou um negócio, e me disse: Ninguém saiba deste negócio pelo qual te enviei, e o qual te ordenei. Quanto aos moços, apontei-lhes tal e tal lugar. Agora, pois, que tens à mão? Dá-me cinco pães, ou o que se achar. Respondeu o sacerdote a Davi: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os moços se abstiveram das mulheres. Respondeu Davi: Sim, deveras, as mulheres foram-nos vedadas há três dias, quando eu saí. Os corpos dos moços não estão imundos. Se tal se dá em viagem comum, quanto mais serão santos hoje! Então o sacerdote lhe deu o pão sagrado, porque não havia ali outro senão os pães da proposição, que se tiraram de diante do Eterno, no dia em que eram trocados por pão quente”.

(I Samuel 21:1-6)

Yeshua leva seus ouvintes a entender que não violou a guarda do Shabat, e nem usou de infidelidade para com a Torah. Através de sua função sacerdotal, e do caráter real de sua missão, uma suspensão ontológica da Lei é gerada: Èhiè ashèr èhiè “… Eu sou o que sou…” ou ainda “Eu serei o que serei”- (Êxodo 3:14).

Yeshua diz: “Não lestes na Torah que, a cada Shabat, os ministrantes no santuário violam Shabat, sem serem culpados? Eu vos digo: aqui está um maior que o Shabat”. (Mateus 12:5-6).

A ação libertadora de Yeshua visa essencialmente restaurar a ordem da criação; o Shabat representa o Sétimo Milênio, um dia de repouso e tranquilidade para toda eternidade. O Shabat é uma dádiva de Elohim para toda humanidade. O profeta Isaías faz esta declaração com propriedade, pois os estrangeiros e os eunucos participarão da piedade e da fé de Israel observando o Shabat e as provisões do Pacto. As promessas estão explícitas de forma perfeita no texto para todos que permanecerem fiéis.

Um nome eterno que jamais será cortado, e funções honrosas: “Pois assim diz o Eterno: Aos eunucos que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará”. (Isaias 56:4-5)

Elohim nos alegrará na sua “Casa de Oração… para todos os povos” onde serão oferecidos os sacrifícios determinados por Ele: “… também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. (Isaias 56:7) – “Nos últimos dias se firmará o monte da casa do Eterno no cume dos montes, e se engrandecerá por cima dos outeiros; concorrerão a ele todas as nações. Virão muitos povos, e dirão: Vinde subamos ao monte do Eterno, à casa do Elohim de Jacó. Ele nos ensinará o que concerne aos seus caminhos, para que andemos nas suas veredas. De Sião sairá a Torah, e de Jerusalém a Palavra do Eterno. Ele exercerá o seu juízo entre as nações, e repreenderá a muitos povos. Estes converterão as suas espadas em arados e as suas lanças em podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra”. (Isaias 2:2-4)

O título traz à luz o grande pilar da criação de Adonai – o Shabat , o dia em que o próprio criador parou, contemplou e descansou após ter finalizado toda sua obra inaugural da vida. Tanto céus, terra, vegetais, animais e o homem foram formados com o cuidado peculiar do Criador, que agora se assenta e descansa para contemplar seu trabalho. Ele finca sua assinatura criacionista através do dia de Shabat.

“E acabaram de criar-se os céus e a terra, e todo o seu exército. E terminou Elohim, no dia sétimo, a obra que fez e cessou no dia sétimo toda a obra que fez. E abençoou Elohim ao dia sétimo, e santificou-o, porque nele cessou toda sua obra, que criou Elohim para fazer. ” (Gn 2:1-3)

A guarda do Shabat ensina ao homem reconhecer a assinatura criacionista de Adonai, inclusive sobre sua própria vida, limitando o homem à condição de criatura e não de criador. Yeshua torna este entendimento claro na passagem a seguir:

“O Shabat é feito para o homem e não o homem para o Shabat. Assim o Filho do homem é o Adôn, até mesmo sobre o Shabat. ” (Marcos 2: 27,28)

Quando vemos a importância do dia de Shabat para a humanidade sendo ensinada pelo Maschiah Yeshua, entendemos sua autoridade para falar sobre o tema, pois estava junto ao Pai na criação, conforme o evangelho de João no capítulo primeiro nos ensina.

“No princípio, ele, o logos, ele para Elohim, e o logos, ele Elohim. Ele no princípio por Elohim. Tudo se torna por ele; fora dele, nada do que vem a ser se torna. Nele a vida – a vida luz dos homens. A luz ilumina nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E eis um homem, um enviado de Elohim. Seu nome, João. Vem para dar testemunho, para testemunhar da luz, a fim de que todos possamos aderir por meio dele. Ele não era a luz, mas aquele que testemunha pela luz. A luz, a verdadeira, que ilumina todo homem nascido no universo, ele, no universo, e o universo é engendrado por ele e o universo não o conheceu. Ele veio para sua casa, mas o seus não o acolheram. A todos os que o receberam, ele deu o poder de tornarem-se filhos de Elohims, aos que aderem ao seu nome, nascidos, eles, não do sangue, não da vontade da carne, não da vontade do homem, mas de Elohim. O logos tornou-se carne. Firmou sua tenda entre nós. Contemplamos sua glória, glória como a do filho único junto ao pai, plena de bem-querer e de verdade. João dá testemunho dele. Ele clama e diz: Foi dele que eu disse: Vindo depois de mim, tendo sido antes de mim, pois anterior a mim ele é! Sim, de sua plenitude todos recebemos bem-querer após bem-querer. A Torah foi dada por Moisés; o bem-querer e a verdade vieram através de Yeshua, o Messias.” (João 1: 1-17)

A guarda do Shabat a cada semana nos ensina reverenciar a criação do único Elohim sobre o universo, sendo levada à humanidade de maneira democrática, pelo Seu enviado, Filho do Criador, o qual esteve junto ao Pai ao longo de toda Sua obra. Guardar Shabat significa amar O Enviado do Pai e reconhecer a Sua autoridade em conceder o dom da vida a todo aquele que Nele crer.

Shabat Shalom.

Texto introdutório do Livro “Shabat Coroa da Criação” – Editora Tenda de Abraão

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