Purim

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Purim faz parte das festividades contidas na Tanach (Bíblia hebraica), especificamente no Livro de Ester.

A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar (março/abril). Comemora a salvação dos hebreus na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

A história resumida (*):

O império persa do 4º século AEC abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Achashverosh (Assuero) mandou despedir sua esposa, a Rainha Vashti (Vasti), por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.

Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.

Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender e a jejuar com prantos. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.

(*) Fonte: http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1078681/jewish/O-que- Purim.htm – Acesso em 08 de março 2017.


Purim em nossos dias, apresenta-se como um memorial, um sinal do grande milagre que foi feito a Israel no tempo de Mordechai e Ester. Naquela época todo o povo de Israel estava de frente para o perigo do extermínio devido ao decreto de Haman. Mas o Eterno salvou-os das mãos de seus inimigos e transformou sua dor em alegria e regozijo.

O nome “Purim” vem da palavra hebraica “pur”, que significa “sorteio”. Este era o método usado por Haman, o primeiro-ministro do Rei Assuero da Pérsia, para escolher a data na qual ele pretendia aniquilar os hebreus.

Então, torna-se uma celebração marcante, para nós e nossos pais, porque traz a memória a forte intenção de extermínio (antissemitismo) dos nossos antepassados.

Quando Haman, considerado como vice-rei e segundo no comando do poderoso império persa, usa de seu argumento muito bem definido no capítulo 3:8 do Livro de Ester:

“Existe um povo, espalhado e disperso entre os povos, em todas as províncias do seu reino, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as leis do rei; pelo que não convêm suportá-los”.

Os argumentos de Haman é composto de características que são suficientes para que ele diga: “que não convêm suportá-los.” Está expressão significa: Aguentar firme sob pressão. As nações não podem suportar as ações do Eterno.

1º – Existe um povo, espalhado e disperso entre os povos: O primeiro argumento é de quem é observador do relacionamento de Elohim com seu povo, porque exprime com exatidão a consequência do não cumprimento dos fundamentos da disciplina expressa na Torá. Haman vai usar para benefício próprio as ações de justiça e julgamento, que só podem ser utilizadas por Adonai.

“Assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. E vos espalharei entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas.” Levítico 26:32-33.

Porém, Mordechai, praticante da Torá, combate com firmeza e neutraliza a ação humana através do antídoto contido na própria Torá, dando início a salvação dos hebreus por Adonai: Arrepender-se, humilhar-se e trazer a memória a aliança firmada com nossos pais:

“Mas se confessarem a sua iniquidade, e a iniquidade de seus pais – suas infidelidades contra mim e suas hostilidades diante de mim, por causa das quais fui contrário a eles, e os conduzi à terra de seus inimigos – então se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por bem o castigo da sua iniquidade, lembrar-me- ei da minha aliança com Jacó, e da minha aliança com Isaque e da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei.” Levítico 26:40-42.

2º – cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as leis do rei: Este argumento tem como objetivo atingir a integridade do rei Assuero, porque a ordem para os hebreus é ser fiel ao único Elohim, está fidelidade implica em não observar decretos e leis das nações, que ferem a Torá.

“Não vivam pelos regulamentos da nação que expulso diante de vocês; pois eles fizeram todas essas coisas que eu detesto.” Levítico 20:23.

Tanto na condição e exílio, quanto na diáspora, a proibição de imitar as nações está baseada em manter intacta a mensagem do Eterno, conforme expressamos na citação diária do Shemá Israel (Deut. 6:4-9, 11:13-21; Num. 15:37-41). O profeta Isaías (Yesha’yahu) foi alertado para que não vivesse do modo como vive os povos:

“Não considerem aliança o que este povo chama aliança e tem o que eles temem, nem o reverencie; mas Adonai Tzva’ot, consagrem-no! ”. Isaias 8:11-12.

Pode-se observar que Haman cita que o padrão de vida estabelecida pela Torá (que são os princípios bíblicos) traz prejuízo às nações – perturbam a ordem. Assim sofreu acusações o Profeta Elias (Eliyahu): “Es tu o perturbador de Israel? ”. 1 Reis 18:17. Como também Paulo (Sha’ul) e Silas: “Estes homens estão causando muitos problemas em nossa cidade porque são judeus. Eles estão propagando costumes contrários à nossa lei, coisas inaceitáveis e impraticáveis para nós romanos”. Atos 16:20-21.

Paulo (Sha’ul) permanecendo nos princípios da Torá, insiste com os romanos, ensinando:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Elohîm.” Romanos 12:2.

Por isso que a celebração de Purim, tem uma participação ativa de nossas crianças (que são as nossas descendências), que testificam que os argumentos dos homens contra a Torá não prevalecem. E que estas acusações têm dia e hora para cessar.

A leitura da Meguilá Ester (Livro de Ester) em Purim, traz grandes princípios e exemplos para nossas vidas. Pode-se contar que em toda a trajetória do Livro de Ester, o Eterno mantém-se soberano e no controle sobre todas as coisas. O Eterno, o nosso Elohim, está disposto a ouvir as orações dos seus servos quando nos colocamos na posição sugerida pelo Rei Salomão em 1º Reis 8: “… e na terra aonde forem levados cativos caírem em si, e se converterem, e na terra de seu cativeiro te suplicarem, dizendo: Pecamos, e perversamente procedemos, e cometemos iniquidade; e se retornarem a ti de todo o seu coração e de toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levaram cativos, e orarem a ti voltados para a sua terra que deste a seus pais, para esta cidade que elegeste, e para esta casa (Beit) que edifiquei ao Teu nome; ouve então nos céus, lugar da Sua habitação, a sua oração e a sua suplica, e faze-lhes justiça; perdoa a Teu povo, que houver pecado contra Ti, todas as suas transgressões que houverem cometido contra Ti, e dá-lhes misericórdia da parte dos que os levarem cativos, para se compadeçam deles”.

Diante disto, vemos também a sabedoria de Ester e de seu primo Mordechai, os quais souberam fazer uso de sua posição para trazer justiça para muitos. Assim é exigido de nós, para que andemos em paz com Adonai e lutar as lutas por Ele.

“É tempo de agir por Adonai; têm-se anulado a Tua Torá”. Salmo 119:126.

Chag Purim Sameach!

Feliz Festa de Purim!

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