Tu B’Shevat

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15 de Shevat – “Chamishah Asar Bi’Shevat” ou Ano Novo das Árvores -“Rosh Hashanah Lailanot”.

Tu Bi’Shevat – Tem seu contexto originário nas expressões da Mishnah (compilações antecipadas por escrito da tradição oral dos nossos pais), onde encontramos a expressão “Chamishah Asar Bi’Shevat” – O décimo quinto dia do mês de Shevat, dando ao festival a conotação apenas agrícola. Porém, este feriado ocorre à época dos primeiros sinais de vida nova na terra, os quais pressagiavam o advento da primavera em Eretz Israel (Terra de Israel). Pela importância da Terra de Israel, o festival deixa seu status de festival agrícola e torna-se em um festival nacional, cujo propósito é para que os filhos permaneçam ligados (firmes), nutridos com o alimento que vem de uma só fonte, a Torah.

Paulo (Sha’ul), bem entrosado com a nossa “boa tradição”, ensina em 2º Tessalonicenses 2:15-17, para estarmos firmes e retendo as tradições que nos foram ensinadas. “Portanto, irmãos permaneçam firmes; apeguem-se às tradições que lhes foram ensinadas por nós, que tenham sido ditas por nós quer escritas em carta. E que o próprio Adôn Yeshua, o Mashiah, e Elohim, nosso Pai – que nos amou por sua graça e nos deu consolo eterno e uma boa esperança -, confortem seu coração e os fortaleçam em toda boa palavra e obra”.

Permanecer pode ser expresso pelo termo hebraico YASHAB (sentar-se, permanecer, habitar), que pode significar morar, residir, fazer a casa de alguém um lugar permanente ou habitar num lugar específico, uma Beit (casa) fortíssima como diz o Salmista (Tehillim 31:1-4) “Em ti, Adonai, me abrigo, não empalidecerei em perenidade. Em tua justificação liberta-me. Inclina para mim teu ouvido; depressa, socorre-me. Seja para mim rocha, reduto; casa de alçapões para me salvar. Sim, meu rochedo, meu alçapão, tu; por causa do Teu Nome conduze-me, dirigi-me. ”. O salmista canta sobre uma garantia de habitação segura onde está o Nome de Adonai.

O profeta Isaias (Yesha’yahu), em sua exaltação ao Shabat, vai estender o benefício de habitar em uma Beit segura, a todos que fazem adesão ao Eterno: “E os estrangeiros que se unem a Adonai a fim de lhe servir, e amam o nome de Adonai, e são seus servos, todos os que guardam o shabat e não o profanam, e se apegam à minha aliança, eu os trarei ao meu santo monte e os farei alegres na minha casa de oração; suas ofertas queimadas e sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” (Isaias 56:6-7)

Então, a casa (Beit) expressa como um memorial do estabelecimento de justiça de Adonai. Como ocorreu no Egito, onde torna-se visível o estabelecimento de justiça do Eterno para proclamação do Nome da Adonai e essa exposição pública é um marco (um memorial), em todas as gerações – Por isso Moisés canta: Ex.15:17 – Tu o trarás e o plantarás no monte da Tua herança, lugar preparado para Tua morada, que fizeste Eterno, o santuário, ó Eterno, que estabeleceram Tuas mãos”.

Pode-se observar que o símbolo (ou figura pedagógica) da permanência utilizada pela Torah é a árvore: “Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz. É árvore da vida para os que nela se aderem; em marcha são os que a retêm”. (Provérbios 3:17-18).

Nossos sábios ensinam: Embora uma árvore continuamente cresça tornando-se frondosa, sempre permanece ligada à sua fonte de nutrição, a terra.

Vamos observar que “Tu Bi’Shevat” ocorre pela necessidade de observar o ciclo da vida na terra, isto é, observar o fluxo da natureza e sua influência na vida do homem. O ciclo favorável dessa observação tem seu ponto alto no mês de SHEVAT, que sinaliza o fim do inverno, período no qual os primeiros brotos das árvores na Eretz (terra) de Ysrael emergem para iniciar um novo ciclo de produção frutífera. Isto significa o anuncio do término do inverno, apontando para a primavera que tem seu auge em Nissan/Abril – Pessach.

O mês de Shevat é representado pela letra TSADIK, a décima oitava letra do alef-bet (alfabeto hebraico), cuja sua representação compara-se a uma árvore.

A Torá é identificada em Provérbios 3:18 como “Etz Chaiym” – “Árvore da Vida”, para os que nela fazem uma adesão e os que nela se apoiam são bem-aventurados. Assim, pode-se compreender que a Torá é a fonte de sustento e sabedoria para o homem.

TSADIK significa o justo. Adonai nos faz lembrar que o nosso serviço é para anunciar da era messiânica com o estabelecimento de justiça.

Em Tu Bi’Shevat, o Eterno traz uma analogia entre o homem e a árvore (analogia é uma relação de equivalência entre duas relações) – A proposta para nós neste período é tornarmos ÁRVORE DE JUSTIÇA na expectativa de que como a árvore produzamos bons frutos, uma descendência santa, conforme ensina o Livro do Profeta Isaias (Yesha’yahu) 61:1-4.

O Espírito de Adonai Elohim está sobre mim, porque Adonai me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres, Enviou-me para curar os quebrantados de coração; a proclamar libertação aos cativos, para dar luz aos presos nas trevas; a apregoar o ano aceitável do Eterno e o dia da vingança do nosso Elohim; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Tziyon estão de luto uma grinalda em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, manto de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem Árvore de Justiça, plantados por Adonai para a sua glória.”

Nesta analogia, a árvore torna-se o símbolo do homem, desejoso por uma fonte cujas águas serão capazes de saciar a sua sede por justiça. Porém, esta necessidade não está restrita ao seu desejo particular, porque tem como princípio a justiça de Adonai. Conforme descreve o Profeta Isaias (Yesha’yahu) 41:17-20. Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o Eterno, os ouvirei, eu, o Elohim de Israel, não os desampararei. Abrirei rios nos altos desnudos e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais. Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo o cipreste, o olmeiro e o álamo, para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isso, e o Santo de Israel o criou.”

Isaias 55:13 Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto!”

Segundo o ensino de nossos pais, em Tu Bishvat, Elohim decide quão frutíferas as árvores serão no ano vindouro. Está implícito aqui o ensino sobre a legislação de guerra, isto é, Adonai quem deu fruto. Deuteronômio 20:19-20. “Quando sitiares uma cidade por numerosos dias, para guerrear contra ela, para capturá-la, não destruas sua árvore brandindo contra ela, não a cortarás. Sim acaso a árvore dos campos é um humano para vir em faces de ti, no cerco? Apenas a árvore que souberes não ser uma árvore nutritiva, tu a destruirás; corta-a e monta o cerco contra a cidade que te faz a guerra, até sua queda. ”.

Yeshua ensina esta legislação em João (Yochanan) 15:1-16.

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o jardineiro. Todo ramo que é parte de mim, mas não dá fruto, ele corta; e todo ramo que dá fruto ele limpa, para que dê mais fruto. ” …

Caso contrário, Mateus 3:10 diz: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não produz bom fruto, será cortada e lançada ao fogo”. Yeshua ensina que aquele que não produz bom fruto é o que ouve a Palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas, sufocam a Palavra, e fica infrutífera. Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a Palavra e a compreende. Ele dá fruto, e produz a cem, a sessenta e a trinta por um. (Mateus 13:22-23)

Por isso que em Tu Bi’Shevat, temos como tradição comermos os que provem da Terra de Isarel em referência a Deuteronômio (D’varim) 8:8 – “Terra de trigo, de cevada, de vinha, de figo, de romã; terra de azeite, de óleo, de mel. . Esses são os sete produtos agrícolas particularmente enaltecidos na Terra de Israel. Mas, antes de ser tradição é um ato profético de consumir o fruto que provem da fonte verdadeira (da Terra de Israel). Fonte canalizada por Elohim que sai direto do seu Trono de Justiça, no Monte Sião. Uma profecia messiânica detalhada pelo profeta Ezequiel no capítulo 47.

V.1 – Depois disto me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam águas por debaixo do umbral da casa para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas desciam de debaixo, desde o lado direito da casa, ao sul do altar.

V.2 – E ele me fez sair pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora, até à porta exterior, pelo caminho que dá para o oriente e eis que corriam as águas do lado direito. 3 E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.

De acordo com a Bíblia, Yeshua, atravessará o Vale do Cedron e entrará no Monte do Templo através desta Porta Oriental como Ele fez há mais de dois mil anos atrás. Esta porta conduzia direto ao pátio do Santuário e, posteriormente, ao Santíssimo lugar, o conhecido “Santo dos Santos”, onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano.  Bíblia também nos revela também que uma fenda se abrirá no Vale de Cedron entre os Montes do Templo e da Oliveira, quando o Messias por ali regressar ( Zacarias 14:4)

V.12 – E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio.

Observe a visão descrita em Apocalipse 22:1-2 – “Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, fluindo do trono de Elohim e do Cordeiro. Entre a rua principal e o rio, estava a árvore da Vida, que produz doze tipos de frutos, um tipo diferente a cada mês; e as folhas da árvore eram para a cura das nações. ”.

Em Tu Bi’Shevat, o canto de celebração é para que o homem possa ter novamente acesso a “Arvore da Vida” e alcançar a cura necessária para adentrar na presença de Elohim no ano vindouro.

Shalom Alechem.

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